- ...E tu te fecha pra tudo. Não deixa que ninguém entre na tua mente, que ninguém ocupe teu coração. Finge ser forte e finge não precisar de ninguém. Diz não acreditar no amor e que romance é coisa de novela mexicana, que essas coisas só dão certo para as guriazinhas que se deixam enrolar pelo primeiro cara que surge com um sorriso amável no rosto. Tu sempre reclama do fato de não ter ninguém te esperando quando tu volta pra casa, mas não faz nada pra mudar isso. Enche os olhos de lágrimas quando vê cenas românticas no cinema, mas vomitaria se a atriz principal fosse tu.
Vive imaginando as frases que queria ouvir, e quando ouve, disfarça com uma gargalhada intimidadora e parece voltar a ser a pedra de gelo com a qual eu tô acostumado. Eu cansei de tentar ser o que tu quis, e cansei de tentar te satisfazer. Tu não vai mudar, e eu já não posso mais ficar sem uma resposta pra tudo o que eu faço. É sempre a mesma expressão, o mesmo sorriso, por mais que eu me esforce. E te ver sorrindo de um jeito apaixonado pra um cachorrinho na rua, dói. Tu é capaz de amar um ser irracional bilhões de vezes mais do que ama um ser racional que faz de tudo pra te ter por completo. E eu cansei de não ser correspondido. Não quero mais tentar abrir teus olhos, não vou mais tentar te fazer entender que se dói é só pra tu ter certeza de que tá viva. Não vou mais tentar te fazer enxergar que aí dentro desse corpo sem alma, ainda existe um coração... - ele disse, num desabafo, antes de pegar as chaves de cima da mesa.
Ela suspirou, firme, absorvendo as informações.
- Como se adiantasse tentar...
sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Mais
E eu não sou mais obcecada por ti. Não preciso mais salvar todas as tuas fotos que eu encontrar, já não gasto meu dinheiro contigo. Não quero mais saber notícias; quanto mais longe eu ficar de tudo que te envolva, melhor eu fico.
Mas tu tem um jeito que me fascina. Por mais que eu tente tirar a tua imagem da minha cabeça, é sempre tu quem aparece antes que o sono dê as caras. É sempre a tua risada e o teu sorriso único que me fazem voltar ao zero. Do início, reconstruindo cada partezinha de mim que se despedaça ao ter certeza que é impossível.
Dói, mas passa.
Passa, mas não se apaga.
Tu fica ali, jogado num canto. Na forma de um pedaço de papel escrito ou em uma foto na parede do meu quarto. De vez em quando tu aparece pra me perturbar, mas já não tem mais o mesmo efeito de uns meses atrás.
Daqui a alguns dias, quando tu estiver bem perto, eu vou chorar feito um bebê. Só pra ter certeza que o maior amor do mundo, é o que tu nunca teve a chance de amar de verdade.
Mas tu tem um jeito que me fascina. Por mais que eu tente tirar a tua imagem da minha cabeça, é sempre tu quem aparece antes que o sono dê as caras. É sempre a tua risada e o teu sorriso único que me fazem voltar ao zero. Do início, reconstruindo cada partezinha de mim que se despedaça ao ter certeza que é impossível.
Dói, mas passa.
Passa, mas não se apaga.
Tu fica ali, jogado num canto. Na forma de um pedaço de papel escrito ou em uma foto na parede do meu quarto. De vez em quando tu aparece pra me perturbar, mas já não tem mais o mesmo efeito de uns meses atrás.
Daqui a alguns dias, quando tu estiver bem perto, eu vou chorar feito um bebê. Só pra ter certeza que o maior amor do mundo, é o que tu nunca teve a chance de amar de verdade.
sábado, 12 de julho de 2008
Ela entrou pela porta da frente, batendo-a ao mesmo tempo em que atirava seu casaco preto sob o sofá onde ele estava sentado.
- Eu não quero mais. - foi o que ela disse, assim que fixou seus olhos nos dele, que silenciosamente faziam com que as palavras fugissem de sua boca.
Ele não disse nada, apenas levantou-se do sofá onde estava e deu alguns passos em direção à ela, deixando seus corpos tão juntos que suas respirações quentes se misturavam. Beijou seus lábios com carinho, enquanto acariciava seu rosto.
Ela afastou-se dele, dando um longo suspiro antes de sentar-se no mesmo sofá onde ele estivera antes. Passou as mãos pelo cabelo e fechou os olhos. Ela não conseguiria. Não com ele a olhando daquela maneira. Direcionou à ele um sorriso tímido, o qual ele entendeu no mesmo segundo.
Deitou sua cabeça sobre as pernas dela e encarou seus olhos magoados.
- Eu te amo. - disse ele.
Ela não teve tempo de respondê-lo; o celular ao lado dela vibrava e tocava alguma música irritante. Ela segurou-o nas mãos, olhando o nome escrito no visor.
- Toma. - ela disse, entregando o aparelho à ele. - É a tua namorada.
- Eu não quero mais. - foi o que ela disse, assim que fixou seus olhos nos dele, que silenciosamente faziam com que as palavras fugissem de sua boca.
Ele não disse nada, apenas levantou-se do sofá onde estava e deu alguns passos em direção à ela, deixando seus corpos tão juntos que suas respirações quentes se misturavam. Beijou seus lábios com carinho, enquanto acariciava seu rosto.
Ela afastou-se dele, dando um longo suspiro antes de sentar-se no mesmo sofá onde ele estivera antes. Passou as mãos pelo cabelo e fechou os olhos. Ela não conseguiria. Não com ele a olhando daquela maneira. Direcionou à ele um sorriso tímido, o qual ele entendeu no mesmo segundo.
Deitou sua cabeça sobre as pernas dela e encarou seus olhos magoados.
- Eu te amo. - disse ele.
Ela não teve tempo de respondê-lo; o celular ao lado dela vibrava e tocava alguma música irritante. Ela segurou-o nas mãos, olhando o nome escrito no visor.
- Toma. - ela disse, entregando o aparelho à ele. - É a tua namorada.
domingo, 6 de abril de 2008
Impossível?
E eu movo montanhas só pra te mostrar que o impossível virou piada a partir do dia em que eu conheci você.
sábado, 5 de abril de 2008
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